O que é
A recuperação judicial é um instrumento previsto em lei que permite a uma empresa em crise econômico-financeira reorganizar seus compromissos de forma estruturada, sob acompanhamento do Poder Judiciário, buscando preservar a atividade empresarial, os empregos e a relação com fornecedores e credores.
Trata-se de uma decisão empresarial de alta complexidade, que envolve análise contábil, financeira e jurídica, além de um planejamento consistente sobre a capacidade real de pagamento da empresa ao longo do tempo.
Quando avaliar
A avaliação costuma fazer sentido quando o endividamento já compromete de forma estrutural o fluxo de caixa, quando as negociações diretas com credores se esgotaram ou quando a pressão de cobranças e execuções passa a interferir na operação da empresa.
Ainda assim, nem toda empresa em dificuldade precisa de recuperação judicial. Em muitos casos, uma reestruturação amigável e preventiva das dívidas bancárias pode resolver o problema antes que ele avance.
Por que a análise precisa ser individual
Cada empresa possui uma composição própria de dívidas, garantias, prazos, contratos e credores. O que é adequado para uma indústria pode ser inadequado para um comércio ou para uma prestadora de serviços.
Por isso, o ponto de partida é sempre o diagnóstico: entender a origem do endividamento, o perfil das operações contratadas e a real capacidade de geração de caixa antes de indicar qualquer caminho.
Como iniciar uma avaliação
O primeiro atendimento é objetivo e confidencial. A partir das informações apresentadas pela empresa, organizamos um panorama do endividamento e discutimos, com clareza, as alternativas tecnicamente possíveis.
A partir desse panorama, o empresário passa a decidir com informação, e não sob pressão.
